POR QUÊ?

POR QUÊ?

Brasil Viável - Por quê?

Um Movimento do Setor de Construção, em prol da Industrialização da Construção

O Setor da Construção Civil

A Construção Civil é um dos setores econômicos mais relevantes no mundo todo, sendo responsável por um PIB anual de US$ 10 trilhões, possuindo também notável importância social, empregando 7% da população mundial economicamente ativa (McKinsey, 2017)

No Brasil, conforme o relatório do Construbusiness de 2019, entre 2014 e 2018, os investimentos na construção caíram de R$ 809 bilhões para R$ 569 bilhões, acumulando assim uma retração de quase 30% desde 2014. A participação da Construção Civil no PIB brasileiro, que chegou a representar 12,7% entre 2012 e 2014, caiu para 7,9% em 2018. Segundo este mesmo relatório, em 2017, a construção empregou 12,4 milhões de pessoas, um número expressivo, considerando a população brasileira economicamente ativa.

O setor, que sempre foi a grande locomotiva do país, com as decisões corretas e os investimentos urgentes e necessários em infraestrutura, deverá ser novamente decisivo para a retomada da economia, voltando a gerar um PIB na ordem de 13%.

Em momentos difíceis da história do País, a Construção Civil sempre se fez presente, mobilizando recursos, investindo e apoiando as iniciativas e programas de infraestrutura, no âmbito Federal, Estadual e Municipal. Essa missão sempre foi desempenhada pela construção com consciência da sua responsabilidade social na promoção do crescimento do Brasil e na geração de postos de trabalho.

Investimentos na Construção Civil (em R$ bilhão)

As Barreiras ao Brasil Viável

Hoje vivemos um impasse. 

Prover as necessidades de infraestrutura social, habitacional, de saúde, educação e de transporte, para uma população que cresce em taxas muito elevadas nos centros urbanos, requer ganhos de produtividade substanciais. A solução está no rápido reposicionamento da Construção Civil, em direção à Indústria 4.0. Mas temos barreiras enormes a serem superadas, como o CUSTO BRASIL, a estrutura tributária, a burocracia e a lentidão nas aprovações de projeto legal e licenciamento ambiental e ainda, o financiamento e o crédito imobiliário para edificações produzidas pela construção off-site, dentre outras.

E é para quebrar estas barreiras que o setor de Construção Civil está se unindo através de uma voz uníssona, em prol do movimento BRASIL VIÁVEL – Construção Industrializada.

Análise do Contexto

Segundo o World Economic Forum (2016), através do relatório “Shaping the Future of Construction. A Breakthrough in Mindset and Technology”, A POPULAÇÃO MUNDIAL CRESCE, EM MÉDIA, 200 MIL PESSOAS POR DIA, NAS ÁREAS URBANAS. Todo este contingente humano precisa de infraestrutura para habitação, transporte, saúde, educação, infraestrutura social e serviços públicos.

De acordo com estudo recente realizado pelo economista Robson Gonçalves, professor da FGV, a pedido da ABRAINC, O DÉFICIT HABITACIONAL BRASILEIRO DEVERÁ CHEGAR A 30,7 MILHÕES DE NOVAS RESIDÊNCIAS ATÉ 2030!

O fato é que os métodos construtivos em uso, não têm se mostrado aptos a gerar ganhos de produtividade suficientes para resolver problemas desta magnitude. 

Além disso, a construção tradicional reúne processos cercados de incertezas, não garante previsibilidade de custos e prazos, sendo frequentes o retrabalho e problemas de qualidade, que impactam em atrasos de projetos e de obras.

E como se não bastasse, o cliente, altamente insatisfeito, herda uma conta elevada com despesas de manutenção, após o final do período de garantia.

Conforme pesquisas e recomendações de grandes consultorias multinacionais, uma solução eficaz e precisa para problemas desta magnitude somente poderá ser obtida através da construção off-site e da construção modular.

O Custo Brasil

Diante deste contexto, como viabilizar a industrialização da construção no Brasil? Como conseguir empreender e sobreviver à hostilidade e insanidade de uma estrutura tributária injusta e complexa, bem como à burocracia e ao CUSTO BRASIL? As barreiras para a industrialização da construção precisam ser superadas!

O CUSTO BRASIL destrói a possibilidade da geração de edificações industrializadas de menor custo, com melhor qualidade, mais sustentáveis e com grande rapidez. Isso significa fazer muito mais, com menos recursos.

Mais do que isso, o CUSTO BRASIL é um tiro no pé do país, que perde competitividade no cenário internacional, afastando qualquer interesse de investimento de indústrias nacionais e multinacionais no Brasil, inviabilizando a exportação de produtos brasileiros de alta qualidade, enquanto o comércio de produtos estrangeiros no território brasileiro, muitas vezes de qualidade inferior, explode!

Um Caminho para a Solução

Neste contexto, diante da velocidade das transformações provocada pela Quarta Revolução Industrial e ainda, da urgência para a movimentação do setor em direção à Construção 4.0, o C3 – Clube da Construção Civil e o Enredes – Encontros e Redes da Construção, decidiram unir seus esforços e competências para a discussão deste tema e implementação de ações eficazes para a superação das barreiras à industrialização da construção, em prol do BRASIL VIÁVEL.

O lançamento do movimento BRASIL VIÁVEL – Construção Industrializada acontecerá em um SUMMIT on-line, no dia 24 de junho, às 17 horas, contando com a presença de palestrantes e especialistas renomados e ainda, de associações, entidades e de um número substancial de empresas da cadeia produtiva da Construção Civil. Este evento tem o propósito de ser um marco na criação de um fórum setorial para a discussão e remoção das barreiras à industrialização da construção, apontando caminhos e diretrizes para o avanço da construção industrializada no Brasil.

Após o evento, as conclusões do SUMMIT BRASIL VIÁVEL – CONSTRUÇÃO INDUSTRIALIZADA serão transcritas em um manifesto pró construção industrializada, sendo colhidas assinaturas entre empresas, entidades e profissionais do setor, para posteriormente ser entregue para os principais líderes das bancadas do Congresso, para o Secretário do Desenvolvimento Econômico e para os Ministérios da Ciência Tecnologia e Inovações, da Economia e da Infraestrutura, assim como para outras instâncias formuladoras de políticas industriais, habitacionais e de inovação.

"Pretendemos atuar através de uma voz uníssona, criando e colocando em marcha uma agenda positiva em prol da CONSTRUÇÃO INDUSTRIALIZADA."

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